IX Hipócrates

Depois de muitos preparos e ansiedade, muita dedicação e stress e muitas corridas contra o tempo, chegou finalmente o desejo anual concretizado da Tuna Médica de Lisboa: o seu festival IX Hipócrates. Decorrido no dia 4, 5 e 6 de Abril.

Tudo começa na tarde de dia 4 – Noite do Cerejas Bar, com a recepção de três das tunas convidadas, pelos respectivos guias – Tuna Económicas (Ténia, Quedas e Tigrezamos), TAISCTE (Pipina e Cristo), e TEL (Ritinha e Joca) e ainda a especial companhia de alguns Institunos. Pelos corredores da Faculdade de Ciências Médicas começaram a espalhar a sua boa disposição e música variada, que fez com que a medicina que ali se estuda desejasse sair dos enormes livros para conviver no ambiente tunístico acolhedor que ali se instalava.

Depois da recepção nada melhor que aconchegar o estômago com um belo jantareco na cantina, no qual depois do famoso brinde Económico (nada poupadinho por sinal) se começaram a espalhar brindes de Sangria (confeccionada com muito amor pelas caloiras Xuxuki, Flautzinein, Crias e Tikes, com a supervisão das mestres Cajú e Mexa-Girl). Seguidamente todo o pessoal se acercou do bar para pequenos mimos, e da estátua de M. Bento de Sousa para experimentar ou repetir as míticas barbearias TMéLicas. Alguns já não sabiam bem para que lado da estátua se deviam virar enquanto outros cantavam como palmeiras com grandes bebedeiras.

A actuação da Ginja’s Band, constituida por Fred, Garcia, Nelson e Gonçalo, foi o pico alto da noite. Percorreram todas as notas dos seus instrumentos para por todos a saltar e a cantar. Entretanto, nada como ir buscar umas mistas e uns favaítos ao bar, no qual Ténia, Pipina e Zé Manel deram o seu grande contributo. Foi a 1ª noite para deixar todos com mais umas olheiras e mais umas dores de pés.

Bem cedinho, dia 5, ocorreu o almoço na cantina da UL, na qual nem todos conseguiram estar presentes, chegando também agora a Tum’acanénica (guias Miclas, Mafarricas e Beijas). No entanto, foram os espinafres para alguns, antes do competitivo Fu’Tunas. Entre contagem de tempos, grandes golos e um megafone que aleatoriamente dava voz a diversos ruídos, humanos ou não, por exemplo carrinhas de gelados, a grande final reeditada foi disputada entre Económicos e Institunos. E o prémio foi para…Económicos!

Depois, todos foram aos banhos e aos perfumes para se prepararem para a noite VIP.
O jantar foi rápido, e após o filme de abertura, brindamos o público maravilhoso que nos encheu o auditório da reitoria da UNL, com a música MediTunica e com muita magia, evoluções calóiricas e cenas do além. Por ordem actuaram a TEL, Tuna Económicas, TAISCTE e Tum’acanénica. Depois de prestações exemplares, os prémios foram distribuídos:

Vencedor Fu’Tunas – Tuna Económicas
Melhor Pandeireta – TAISCTE
Melhor Porta-Estandarte – Tum’Acanénica
Melhor Instrumental – TAISCTE
Melhor Original – Tuna Económicas
Melhor Solista – Tum’Acanénica
Melhor Tuna – TAISCTE
Tuna Mais Tuna – Tuna Económicas

A grande cereja em cima do bolo, foi o Rally Pilas (planeado por Veríssimos e Cristo) em torno de terreno Santânico – no qual tínhamos o Cristo que podia abençoar todos com seus shots de “água”. Verdadeiras pérolas a registar: furinhos dados pelo Mexa, aos outros e a si próprio, a molha da Flautzinein pelos regadores do jardim do Sousa Martins, a insistência de fazer uma música apenas com uma nota garrafal, as corridas em direcção ao poste no qual houve alguns tropeções artísticos, e claro, a busca do verdadeiro Pilas. Está de parabéns o nosso mais recente tuno, o Rabinhos dos Bosques, que foi premiado nessa noite com o adeus à bata.

O Churrasco, embora tenha virado Pizzasco e McDonaldasco, foi bem recebido pelas tunas, um especial agradecimento à Tum’acanémica que acompanhou Mafalda Mafarricas ao McDonalds e mostraram ser impecáveis contra todas as esperas a que estiveram sujeitos, brindado a sua guia com uma bela serenata de fazer chorar a calçada, neste caso, a Mafalda mesmo.

A Tuna Médica de Lisboa agradece a todos os que tornaram este festival merecedor de muitos aplausos.

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